domingo, 28 de janeiro de 2018

Corpo espiritual e religiões

Corpo espiritual e religiões
Responsabilidade e consciência

À medida que a responsabilidade se lhe apossou do espírito, iluminou-se a consciência do homem.
A centelha da razão convertera-se em chama divina.

A inteligência humana entendeu a grandeza do Universo e compreendeu a própria humildade, reconhecendo em suas entranhas a ideia inalienável de Deus.

Conduzindo-se, então, de modo racional, experimentou profundas transformações.
Percebe, nesse despertamento, que, além das operações vulgares da nutrição e da reprodução, da vigília e do repouso, estímulos interiores, inelutáveis, trabalham-lhe o âmago do ser, plasmando o caráter e o senso moral, em que a intuição se amplia segundo as aquisições de conhecimento e em que a afetividade se converte em amor, com capacidade de sacrifício, atingindo a renúncia completa.

Até à época recuada do paleolítico, interferiram as Inteligências
Divinas para que se lhe estruturasse o veículo físico, dotando a com preciosas reservas para o futuro imenso.

Envolvendo-a na luz da responsabilidade, conferiam-lhe o dever de conservar e aprimorar o patrimônio recebido e, investindo- a na riqueza do pensamento contínuo, entregaram-lhe a obrigação de atender ao aperfeiçoamento de seu corpo espiritual.

Aceitar-se-á, razoavelmente, que até semelhante fase os tremendos conflitos da Natureza, em que se mesclavam a violência e a brutalidade, foram debitados à conta da evolução necessária para a discriminação de indivíduos e agrupamentos, espécies e raças.

Atividade religiosa, estabelecido, porém, o princípio de justiça e aflorando a mente, o homem começou a examinar em si mesmo o efeito das próprias ações, de modo a crescer, conscientemente, para a sua destinação de filho de Deus, herdeiro e colaborador da sua Obra Divina.

Incentivando, então, a curiosidade construtiva.
Faminto de elucidações adequadas quanto ao próprio caminho, ergue as antenas mentais para as estrelas, recolhendo os valores do espírito que lhe consubstanciam o patrimônio de revelações do Céu, através dos tempos.

Era necessário satisfazer ao acrisolamento do seu veículo sutil, na essência íntima, assegurar-lhe o transformismo anímico, revesti-lo de luminosidade e beleza e apurar-lhe os princípios para que, além do angusto círculo humano, pudesse retratar a glória dos planos superiores.
Para isso, o pensamento reclamava orientação educativa, de modo a despojar-se da espessa sedimentação de animalidade que lhe presidia os impulsos.

Exigias-lhe a depuração da atmosfera vital, imprescindível à assimilação da influência divina.

E a atividade religiosa nasceu por instituto mundial de higiene da alma, traçando ao homem diretrizes à nutrição psíquica, de vez que, pela própria perspiração, exterioriza os produtos que elabora na usina mental, em forma de eflúvios eletromagnéticos, nos quais se lhe corporificam, em movimento, os reflexos dominantes, influenciando o ambiente e sendo por ele influenciado.

A ciência médica, rica de experimentação e de lógica, surgiria para corresponder às necessidades do corpo físico, mas a tarefa religiosa viria ao encontro das civilizações, plena de inspiração e disciplina, patrocinando a orientação do corpo espiritual, em seu necessário refinamento.
Fonte: www.autoresespiritasclassicos.com
Repassando...

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Convite...

Próxima quinta 11/01 na Seara De Luz Bilac, palestra com Urias Horn Fernando. Tema: "A Lei Maior na Ótica Espírita".
Venha estar conosco!

Nenhuma obra humana pode ser grande e duradoura se não se inspirar, na teoria e na prática, em seus princípios e em suas explicações, na lei do Amor. Tudo o que é concebido e edificado fora da lei Maior se funda na areia e desmorona. Cada um tem o direito de analisar-lhe os princípios, que apenas são sancionados pela consciência e pela razão...  
O amor resume toda a doutrina de Jesus, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. o amor é a sutileza dos sentimentos...
Lei Maior: Amor, Atração e Organização, geradora da harmonia, equilíbrio, perfeição. Esta sim, é Lei Única, simples e imutável em todos os pontos, níveis e quadrantes da Criação...
 Um pequeno resumo desta apresentação

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Ser Espirita

O seguidor da Doutrina é alguém que caminha sobre o mundo, mais consciente de seus erros que de seus acertos. Por este motivo - pela impossibilidade de conformar os interesses do homem velho com os anseios do homem novo, ele quase sempre deduz que professar a fé espírita não é tarefa fácil: Bezerra de Menezes: Livro: A Coragem da Fé...

Ser Espírita é Auxiliar sempre. Auxiliar é a ação que mais caracteriza a perfeita compreensão da Lei Divina. Segundo a análise do postulado espírita, à vontade do Criador é que todos os espíritos evolua até a perfeição. Para tanto, providencia manancial de amor abrangente a todos, através do auxílio à evolução, constituindo a força maior do concerto universal, em que cada criatura é chamada a cooperar no crescimento do próximo, para realizar o próprio crescimento. Quanto mais conscientes da realidade do espírito, maior é a disposição de cooperar com Deus.  Define a 1ª epístola de João, cap. 4, vers. 11: “Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros, ” se nos propomos a colaborar, na edificação do reino de Deus comecemos pela caridade sublime e silenciosa de não complicar e nem desanimar ninguém.
Recebida por Chico Xavier em Uberaba, a 20-06-1970.
Estudar Kardec para conhecer e divulgar o Espiritismo, é o compromisso de hoje, que nós devemos passar para os encarnados e desencarnados. Como revelação é as lições dos Espíritos, quanto mais estudadas melhor se fazem compreendidas em face do maior entendimento de quem as examina... O Livro que instrui e consola é uma fonte do Céu, transitando na Terra:
Bezerra de Menezes...

Doutrina Espírita, não tem pai de santo, não tem dogmas, não têm rituais, é nem desmancha casamento, nem promete riqueza, só ensina a melhor maneira de conviver com todos os seres da criação baseado no ensino do nosso irmão Maior Jesus.  A reunião espírita não é um culto estanque de crença embalsamada em legendas tradicionalistas. Define-se como sendo assembleia de fraternidade ativa, procurando na fé raciocinada a explicação lógica aos problemas da vida, do ser e do seu caminhar tanto no Mundo físico como no Mundo espiritual. Todos somos chamados a participar dela.
Falar e ouvir.
Ensinar e aprender
Mas também nos ensinam que não há faltas imperdoáveis que não possam ser apagadas pela expiação. Pela reencarnação, nas sucessivas existências, mediante os seus esforços e desejos de melhoria no caminho do progresso, o homem avança sempre e alcança a perfeição, que é a sua destinação final: Livro dos Espíritos... O Criador atende a criatura por intermédio das próprias criaturas, tudo pertence a Deus: André Luiz; Chico Xavier...
A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação: Emmanuel: Chico Xavier...         

Codificação de Allan Kardec
1: O Livro dos Espíritos publicado em 18 de abril 1857
2: O Livro dos Médiuns publicado em janeiro de1861
3: O Evangelho Segundo o Espiritismo publicado em abril 1864
4: O Céu e o Inferno publicado em agosto de 1865
5: A Gênese publicado em janeiro de 1868
6: Obras Póstumas publicado em1890 este livro foi publicado somente 21 anos após a desencarnação de Allan Kardec.
Em seu túmulo no cemitério de père lachaise(Paris) uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da Doutrina espírita” Nascer, Morrer, Renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei''


Repassando...

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

IMIGRAÇÕES DOS ESPÍRITOS


No intervalo de suas existências corporais, os Espíritos se encontram no estado de erraticidade e formam a população espiritual ambiente da Terra. Pelas mortes e pelos nascimentos, as duas populações, terrestre e espiritual, deságuam incessantemente uma na outra. Há, pois, diariamente, emigrações do mundo corpóreo para o mundo espiritual e imigrações deste para aquele: é o estado normal.
 Em certas épocas, determinadas pela sabedoria divina, essas emigrações se operam por massas mais ou menos consideráveis, em virtude das grandes revoluções que lhes ocasionam a partida simultânea em quantidades enormes, logo substituídas por equivalentes quantidades de encarnações. Os flagelos destruidores e os cataclismos devem, portanto, considerar-se como ocasiões de chegadas e partidas coletivas, meios providenciais de renovamento da população corporal do globo, de ela se retemperar pela introdução de novos elementos espirituais mais depurados. Na destruição, que por essas catástrofes se verifica, de grande número de corpos, nada mais há do que rompimento de vestiduras; nenhum Espírito perece; eles apenas mudam de planos; em vez de partirem isoladamente, partem em bandos, essa a única diferença, visto que, ou por uma causa ou por outra, fatalmente têm que partir, cedo ou tarde.
As renovações rápidas, quase instantâneas, que se produzem no elemento espiritual da população, por efeito dos flagelos destruidores, apressam o progresso social; sem as emigrações e imigrações que de tempos a tempos lhe vêm dar violento impulso, só com extrema lentidão esse progresso se realizaria.
É de notar-se que todas as grandes calamidades que dizimam as populações são sempre seguidas de uma era de progresso de ordem física, intelectual, ou moral e, por conseguinte, no estado social das nações que as experimentam.
É que elas têm por fim operar uma remodelação na população espiritual, que é a população normal e ativa do globo.
Essa transfusão, que se efetua entre a população encarnada e desencarnada de um planeta, igualmente se efetua entre os mundos, quer individualmente, nas condições normais, quer por massas, em circunstâncias especiais. Há, pois, emigrações e imigrações coletivas de um mundo para outro, donde resulta a introdução, na população de um deles, de elementos inteiramente novos. Novas raças de espíritos, vindo misturar-se às existentes, constituem novas raças de homens. Ora, como os Espíritos nunca mais perdem o que adquiriram, consigo trazem eles sempre a inteligência e a intuição dos conhecimentos que possuem, o que faz que imprimam o caráter que lhes é peculiar à raça corpórea que venham animar. Para isso, só necessitam de que novos corpos sejam criados para serem por eles usados. Uma vez que a espécie corporal existe, eles encontram sempre corpos prontos para os receber. Não são mais, portanto, do que novos habitantes...
 Repassado...